quinta-feira, 17 de setembro de 2009

6º Encontro GESTAR - Profª Karla Roberta


O nosso encontro aconteceu na Escola Municipal Presidente Tancredo de Almeida Neves, no dia 13/08, no horário de costume.

Trabalhamos a TP4 - Unidade 16, tendo por objetivo dessa oficina desenvolver uma sequência de aulas utilizando elementos do processo de produção textual.

No 1º momento, apenas dois cursistas socializaram o avançando na prática, e os demais participantes comentaram respeitosamente o trabalho dos seus colegas, parabenizando-os e sugerindo-os propostas diferentes de trabalho.

No 2º momento, abrimos uma maravilhosa discussão sobre o tema abordado na unidade "Escrita, crenças e teorias", sendo um momento bastante participativo de troca de xeperiências muito proveitosas para o nosso aprimoramento profissional.

No 3º momento, começamos a trabalhat a TP4 páginas 161 à 166, incluindo o texto "Minhas não férias" do material de apoio, buscando socializar o resultado do nosso trabalho. Após a leitura da parte teórica da TP, foi pedido aos cursistas para elaborarem as sua próprias definições dos mitos em questão, montando um esquema de aula com o nível de linguagem dos seus alunos, para que todo a pesquisa feita no encontro chegasse ao nosso público alvo, os nossos discentes.

Concluímos o encontro fazendo uma avaliação do trabalho em questão desenvolvido, sua relevância e pertinência.


5º Encontro do GESTAR - Profª. Karla Roberta


O nosso 5º encontro, aconteceu na Escola Municipal Presidente Tancredo de Almeida Neves, no dia 27/07 no horário de costume, trabalhando a TP 4 - Unidade 14.

No 1º momento, abrimos uma discussão sobre a relevância e a importância de ter conhecimento prévio da leitura. Aproveitando a ocasião para passar um material sobre Drummond, falando um pouco sobre a sua poesia, o escritor e o seu poema Cidadezinha Qualquer, enfatizando cada vez mais a necessidade em ter conhecimento prévio na leitura, para podermos compreender o contexto implícito de um texto.

No 2º momento, aproveitamos para recolher as atividades do avançando na prática, e fazermos uma avaliação respeitosa e mútua do nosso trabalho, sendo essa dinâmica bastante agradável.

No 3º momento, trabalhamos as páginas 71 à 76, e 93 à 96, incluindo os textos "Nossas Cidades" e "Cidadezinha Qualquer", pedindo a turma para em grupo elaborar perguntas que poderiam serem feitas aos seus alunos em relação ao poema de Drummond, concluindo com uma socialização.

No 4º momento, avaliamos a oficina e a pertinência do tema abordado, aproveitando para convidá-los à "Mergulhar no texto", tema do próximo encontro.

A cada encontro, estamos melhorando a nossa dinâmica de trabalho, e aperfeiçoando o nosso trabalho com os nossos alunos.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Cordel: A Oitava Maravilha, Antônio Francisco

Como na antiga Grécia,
O Nordeste também tinha
Os seus deuses mitológicos -
Deus da chuva, deus da vinha,
Do verão, da primavera,
Mas, o mais famoso era
Cafuné - deus da morrinha.

Filho de uma caipora
Com uma lama de gato.
Ombros largos, braços longos,
Perna curta, do pé chato.
Vivia pela caatinga
Mascando e bebendo pinga
E caçando peba no mato.

Mas, quando um dia, ele soube
Que Hércules tinha partado
Toda a África da Europa,
Disse meio enciumado:
- "Eu vou mostrar a Teseu,
O gás que eu tenho guardado".

BOtou três quilos de fumo
No bolso do seu calção,
Lavou os pés num barreiro
E disse olhando o verão:
- "Eu vou para Minas Gerais
Mostrar o que um deus faz
Com uma enxada na mão".

Andou em Minas Gerais -
Norte, sul, leste e oeste.
Furou aqui e ali
E disse depois do teste:
- "Aqui tem água pra dar,
Para estruir e matar
A sede do meu Nordeste.

Se eu conseguir levar
Daqui para o Maranhão
Um rio de ágoa doce,
Rasgando a cara no chão
Sem deixar nenhuma ilha
Vai ser maravilha
Para o povo do sertão.

Foi na Serra da Canastra,
Se abaixou, deu um risco,
Depois fez uma enxada
Da pedra de um corisco,
Tomou uma pra esquentar
E começou a cavar
O leito do São Francisco.

Na primeira enxada
A terra toda tremeu,
A lua mudou de canto,
O sol, com medo desceu,
O nambu perdeu um dedo,
O tetéu depois do medo
Nunca mais adormeceu.

O pavão perdeu a voz,
O macaco ficou pabo,
O papagaio falou,
O guaxinim ficou brabo,
A preguiça deu o prego,
O morcego ficou cego
E o preá perdeu o rabo.

Voou uma pedra enorme
Na direção da Polônia,
Pegou na Torre de Pizza,
Desviou pra Macedônia,
Rodando como um pneu,
Só o vento suspendeu
O jardim da Babilônia.

Passou por cima do Ártico,
Deixou a água mais fria,
A noite ficou mais longa
Reduziu a luz do ida,
Da África passou de lado
Deixando o facho empenado do Farol de Alexandria.

Bateu no túmulo de Máusolo,
Rodou e pegou efeito...
Entre o Japão e a China,
Passou tão veloz dum jeito
Que, até hoje, os japoneses
E nunca mais os chineses
Abriram os olhos direito.

Passou por cima de Roma
Deixando o seu povo aflito.
Caiu no norte da África,
Num lugar muito esquisito.
Deram vários riscos nela,
Depois fizeram com ela
As Pirâmides do Egito.

E a enxada subindo,
Descendo e cortando o chão.
Foi, não foi, subia um pau
Rodando como um pião.
Tinha desse que passava, Todo planeta e Chegava
Num minuto no Japão.

Voou um pé de jurema
Por cima da Argentina,
Passou pelo oriente
Arregaçando a campina.
Como se fosse um tufão,
Quase que bota no chão
Toda a muralha da China.

Pelo Colosso de Rodes
Passou por cima tremendo,
Atravessou a Turquia
Soprando o chão e varrendo,
Só o templo de Diana
Passou mais de uma semana
Se balançando e gemendo.

...

Logo correu a notícia
Circulando a região
Que tinha um deus nordestino
Com uma enxada na mão
Com fé, amor e carinho,
Cavando um rio sozinho
De Minas pro Maranhão.

...

Deus da seca gritou alto:
- "Perto dali eu não chego.
Se eu ajudar a cavar,
Vou perder o meu emprego.
E além disso, eu sou sem fé...
Que se vire Cafuné
Pra dar uma de deus grego.

Era Cafuné na frente
Com a enxada na mão,
Os braços feito um moinho
Rodando e Cavando o chão
E a água atrás correndo
Como uma cobra lambendo
O fundo do seu calção.

...

E continuou cavando
Doze anos sem parar.
Mas, cansado como estava,
Cavava tão devagar
Que às vezes passava um mês,
Quatro, cinco e até seis
Cavando o mesmo lugar.

...

Quarenta anos depois,
Cansado, velho e caduco,
Se arrastando feito cobra,
Cavando como um maluco,
Não chegou ao Maranhão,
Morreu cavando com a mão
O sertão do Pernambuco.

...

Vamos salvar o Nordeste,
Irrigar milha por milha,
Afogar no São Francisco
A fome que nos humilha.
Vamos banir essa peste,
Concluindo no Nordeste
A oitava maravilha.
(Antônio Francisco)

Um grande professor.





Como estou na minha segunda pós-graduação, estando essa próxima a conclusão do curso em Laitura e Literatura na Universidade Potiguar, tendo como coordenadora a Profª Drª. Francinete Oliveira, pessoa de muita competência, que entre os grandes professores escolhidos, teve a delicadeza de convidar o nosso tão querido, renomado e monstro da literatura do RN, o Profº Tarcísio Gurgel, que nas suas aulas muito me esnsinou e colaborou para o meu melhoramento profissional, aumentando o meu amor à minha terra Natal e aos grandes escritores Potiguares, como o já renomado Luís da Câmara Cascudo, Henrrique Castriciano, as escritoras Zila Mamede, Auta de Souza entre outros.


Foi o professor Tarcísio que me apresentou o escritor mossoroense Antônio Francisco, com a sua obra "Dez Cordéis Num Cordel Só", livro este que quero deixar como dica de leitura para todos os amantes da Literatura do RN, e em especial a literatura de cordel.


Profª. Karla Roberta

4º Encontro do GESTAR - Profª Karla Roberta


Nosso 4º encontro aconteceu no dia 13/07/2009, na Escola Municipal Presidente Tancredo de Almeida Neves, no horário de costume. Foi trabalhado a TP3 - Unidade 12, que trata da Inter-relação entre gêneros e tipos textuais.

Esse encontro foi bastante prazeroso, pois, trabalhamos todo o nosso conhecimento já adquirido sobre gênero e tipo textual no decorrer do nosso curso, tendo como objetivo relacionar sequências tipológicas à classificação de gêneros.

No nosso primeiro momento, utilizamos o próprio livro TP3 que traz poesias de Drummond, um fragmento de Iracema, José de Alencar e fragmentos de texto de Machado de Assim, e por assim tratando de grandes nomes da nossa literatura, o trabalho de análise do tipo e do gênero ficou muito mais envolvente na nossa sala de aula, trabalhando da página 143 à 147 da TP.

No segundo momento, fizemos uma relação também de que o tipo textual e o gênero textual está ligado ao fato do grau de formalidade do nosso texto, uma vez que o gênero pode ser escolhido diretamente ligado a esse fator. Também trabalhamos material de revista, alguns da propagando do Bom Bril que vem em revistas de grande circulação, para enaltecer que os gêneros e os tipos perpassam por todos os veículos de comunicação. Fizemos socialização de nossas experiências em sala de aula, finalizando a TP3 com gostinho de quero mais.

Profª Karla Roberta

3º Encontro do GESTAR - Profª Karla Roberta


O nosso 3º encontro aconteceu no dia 29/06/2009 na Escols Municipal Presidente Tancredo de ALmeida Neves no horário das 7h30 às 11h30, contando com a participação dos sete professores cursiatas.

Nesse encontro foi trabalhado o TP3 - Unidade 11, que trabalha os "Tipos Textuais". No primeiro momento, instiguei aos alunos a relatarem os seus conhecimentos sobre a definição do que são tipos textuais, obtendo uma boa participação dos docentes para que juntos pudéssemos chegar a uma conclusão exta de tipos textuais, o que é? Quais são as suas características. Em seguida, foi passado um slide com o conceito de tipo textual.

No segundo momento, socializamos os avançando na prática que os cursistas executaram com seus alunos, relatando o lado positivo e negativo das atividades.

No terceiro momento, trabalhamos o livro TP3, nas páginas 141 e 142 com suas atividades, e da página 155 à 158, concluindo essa etapa do trabalho com as apresentações dos grupos. Após as apresentações, foi utilizado o data show para fechar o nosso trabalho.

No quarto momento, fizemos uma avaliação do encontro que foi muito positivo, uma vez que a experiência nos faz cada vez melhor, e claro, trabalhando em conjunto com o Profº José Washington de São Bento do Norte, para com a partilha de conhecimento e experiência poçamos dar o melhor aos nosso cursistas.

Encerramos o encontro com as seguintes indagações: somos todos letrados? Vivemos em um país letrado?

Profª Karla Roberta

Dando continuidade ao GESTAR II


O 2º encontro do GESTAR II no nosso município, tendo como professora Karla Roberta formadora de língua portuguesa, aconteceu no dia 16/06/2009 na Escola Municipal Presidente Tancredo de Almeida Neves, no horário das 7h30 às 11h30.

Foi trabalhado a TP3, unidade 10 a qual aborda especificamente os gêneros textuais. No primeiro momento foi indagado aos cursistas se eles tem muito claro a definição de gêneros textuais, pois muitos de nós confundimos muito o gênero com o tipo textual, em decorrência do fato de por muitos anos ficarmos apegados as regras gramaticais e aos tipos textuais, esse avanço na linguística não era contemplado em nossas aulas de português. Esse momento de socialização e experiências de sala de aula foi um passo decisivo para o bom andamento do nosso encontro que ocorreu fluentemente, trabalhando o conto "As Lavadeiras de Moçoró", o cordel "Satanás trabalhnado no roçado de São Pedro" com as suas respectivas atividades, deixando o legado de chegarmos juntos a definição de gênero textual, para que dessa forma possamos trabalhar os avançando na prática como os nossos alunos.

A aceitação dos professores formadores foi um ponto importante na continuidade do programa no nmosso município, mas mesmo assim, ficamos todos nós preocupados com o trabalho que desenvolveremos nas nossas escolas.